As cinzas da nossa cultura
Assistimos
estarrecidos neste domingo (02/09/2018), o incêndio que consumiu o Palácio Imperial
de São Cristóvão, dito, Museu Nacional do Rio de Janeiro.
Antes
de discorrer sobre o fato façamos uma exposição de alguns dados do Palácio.
Ele
foi fundado por Sua Majestade Fidelíssima, o Rei Dom João VI do Reino Unido de
Portugal, Brasil e Algarves em 1818. Foi residência de todos os soberanos do
Brasil desde Dom João VI até Dom Pedro II. Foi neste edifício que a Princesa
Regente Dona Leopoldina, esposa do Príncipe herdeiro, Dom Pedro de Alcântara,
sob os conselhos de José Bonifácio de Andrada e Silva, assinou o Decreto de
Independência do Brasil, sendo esta proclamada por Dom Pedro a 07 de setembro
de 1822, com o famoso “Grito do Ipiranga”. Possui 155 mil metros quadrados e
sua fachada foi inspirada no Palácio Real da Ajuda de Lisboa, Portugal.
Após
o banimento da família imperial do Brasil por meio do golpe da república (15 de
novembro de 1889), muito do acervo do Palácio Imperial foi prontamente leiloado
e a partir de 1892 o prédio passou a abrigar o Museu Nacional da Quinta da Boa
Vista, mais tarde Museu Nacional do Rio de Janeiro, sendo assim o museu mais
antigo do Brasil, com 200 anos. Infelizmente seu número de visitantes tem
diminuído bastante, e em 2017 foram registradas apenas 192 mil visitas, um
número muito inferior ao de visitantes brasileiros no Museu do Louvre, em
Paris, que no mesmo período chegou ao número de 289 mil. Não sabemos quando
estas visitas tornarão a ocorrer, haja vista a proporção desastrosa do
incêndio, do qual ainda não se conhecem as reais causas.
Quanto
ao acervo do museu constavam cerca de 20 milhões de itens, dentre os quais vale
destacar:
-
O esqueleto do primeiro dinossauro de grande porte encontrado no Brasil;
-
470 mil livros incluindo obras raríssimas;
-
Utensílios de civilizações ameríndias da era pré-colombiana;
-
700 peças egípcias incluindo múmias;
-
Luzia, o fóssil humano mais antigo do Brasil, de 11.300 anos;
-
O Meteorito de Bendegó, encontrado na Bahia em 1794, pesando mais de 5
toneladas;
-
Trono do rei africano Adandozan do século XIX;
-
Coleção arqueológica de 750 itens das civilizações grega, romana e etrusca.
Sobre
a administração do museu vale salientar em primeiríssimo lugar que a
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) é sua mantenedora e que a parte
administrativa da Universidade é composta por filiados de partidos comunistas
como PSOL, PCB e PCdoB, a começar pelo seu atual reitor, o senhor Roberto
Leher, um dos fundadores do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), também
acusado de improbidade administrativa por promoção de atos de natureza
político-partidária dentro da Universidade. Já era de se esperar que um
militante da esquerda promovesse tais atos, e já conhecemos o teor dos mesmos
em detrimento da conservação do Palácio Imperial.
No
tocante a atos de natureza ideológica promovidos pelo governo, é muito bom que
tenhamos em mente que é o Ministério da Cultura, através Lei Rouanet, principal
mecanismo de financiamento e incentivo à cultura no Brasil, que eventos, shows,
livros, peças teatrais, performances de cunho esquerdista são realizados, e
mesmo as que não denigrem diretamente as bases da nossa Civilização Ocidental,
contribuem para aumentar a indignação do brasileiro patriota quanto ao que
ocorreu, por exemplo, ao Palácio Imperial quando se lhe apresentam estes dados:
-
Cláudia Leite recebeu do Ministério da Cultura 356 mil reais para lançamento de
livro. Em 2013 ela havia recebido mais de 5 milhões de reais para uma turnê, e
após críticas diminuiu o valor para 1 milhão.
-
2015: DVD MC Guimê – 516.000 reais, para quem recebe 300.000 por mês.
-
2013: Detonautas tiveram valor aprovado em R$ 1.086.214,40 ao final não
conseguiram captar este valor.
-
2011: Blog “O mundo precisa de poesia” de Maria Bethânia conseguiu
inacreditáveis R$ 1.356.850,35, sendo um dos Blogs mais caros do mundo. Depois
de críticas ela desistiu da produção do projeto.
-
2013: Filme sobre a vida do terrorista e cérebro da esquerda no Brasil José Dirceu
conseguiu aprovação de R$ 1.526.536,35, mas graças a Deus não saiu do papel.
Já
conhecemos a história sobre o apoio do Ministério da Cultura a eventos de cunho
ideológico que ferem no cerne as convicções da esmagadora maioria dos
brasileiros que é conservadora, como no caso do Museu de Arte Moderna de São
Paulo (MAM), Queermuseum– Santander, Oficina de Siririca, entre outros.
Ora,
por qual motivo eventos de cunho conservador, patriota e cristão não são
incentivados? Por qual motivo existe uma resistência do governo quanto ao apoio
cultural da Civilização Ocidental que nos legou a cultura?
O
custo de manutenção anual do Museu era de 520 mil reais, sendo esse valor não repassado
desde 2014. Para o evento “Queermuseum”, foram repassados 800 mil reais.
E
o mais engraçado, para não dizer trágico, é que o ministro da cultura, Roberto
Freire, está defendendo um projeto para promover o islã para crianças. Este
projeto está na casa dos 8 milhões de reais. E o Museu Nacional? Será ao menos
restaurada a sua estrutura? O governo fará alguma coisa a este respeito? O que
o magnífico senhor reitor da UFRJ fará? Será que não percebiam que a estrutura
do museu estava comprometida?
Sobre
isto, já em julho deste ano, o advogado e monarquista Dr. André Miranda (RJ), denunciou
o risco de incêndio no Museu ao Ministério Público Federal. O advogado relatou que
o prédio não estava em condições estruturais confiáveis, com fiação descoberta,
irregular, gambiarras, tomadas externas fora do padrão de segurança, teto sem
forro, entre outros problemas. Todavia a denúncia não foi atendida.
Não
falta descaso quanto à história do Brasil! Um país tão rico e poderoso, de uma
cultura singular, tem sido lançado ao esquecimento desde o golpe republicano.
Quiseram construir um outro Brasil em cima do Brasil Verde Bragança e Amarelo
Habsburgo. Não falo aqui somente como monarquista, mas como brasileiro que
reconhece que este país já foi grande, que já teve sua soberania e cultura
preservadas, que já teve como foco a educação e o bem comum, que já teve um líder
com 90% de aprovação popular, que por onde andava era calorosamente aclamado!
Falo como um cidadão que vê aos poucos a história de seu país ser consumida
pelo fogo do descaso, tornando-se cinzas e sendo lançada ao esquecimento.
Um
povo que não sabe de onde veio, não sabe quem é e nem para onde vai. Quem
ignora sua história, seus valores, suas tradições, ignora a si mesmo e ao seu
futuro. Viver o agora é o mantra da modernidade. Dizer que é conservador,
patriota, defensor da tradição é motivo de escárnio.
No
frigir dos ovos a esquerda com seus ideais é a grande culpada pela perda de
nossa cultura sacramentada em mais de 20 milhões de itens! A agenda marxista,
revolucionária, gramsciana luta contra o que já está estabelecido para ali reestabelecer
seu reinado utópico, modificando tudo, desde a descaracterização da estrutura
física das construções (como os republicanos positivistas fizeram com vários
edifícios imperiais) até a nossa língua portuguesa (meninx, todx). O descaso da
República para com nossa história, não tem perdão. O descaso da esquerda para
com nosso patrimônio, não tem absolvição.
Agora
tudo está destruído. Eis a prova simbólica e ao mesmo tempo concreta do mal que
uma ideologia pode causar a um país que tem por base a Filosofia Grega, o
Direito Romano e a Moral Judaico-Cristã.
Termino
com duas frases, uma de Ruy Barbosa, um dos idealizadores da República, e a
outra de Dom Pedro II, nosso amado Imperador, no seu leito de morte:
"Majestade, me perdoe. Eu não sabia que a
república se tornaria isso."
"Deus
que me conceda esses últimos desejos — Paz e Prosperidade para o Brasil."
Fontes:

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