É bem provável que você já conheceu ou conheça
alguém mundano. Não digo alguém que “vive em pecados, uma vida toda torta e
lastimável”, algo “sujo,’’ como alguém que vive nas drogas ou no mundo do
crime, mas alguém que vive apenas para o mundo: Os seus olhos estão voltados
apenas para baixo ou para frente, não ousa dar um passo sequer se isso não lhe
dá uma nova oportunidade aqui na Terra, não toma nenhuma atitude que lhe
recorde a nobreza e a infinita beleza das “coisas do alto”, mas apenas a
mediocridade feia das coisas da terra.
Ele não se preocupa com religião ou crença. Pode até
ser batizado, ter feito a primeira comunhão, ter uma mãe ou avó católica com a
sala cheia de imagens de santos ou que reza todos os dias com algum padre na
TV. Mas ele mesmo não se preocupa com isso. O que realmente lhe importa é o
salário no fim do mês, a comida na mesa, a família viva e uma boa condição
social/financeira. Não digo que essas coisas são ruins, muito pelo contrário,
mas o nosso mundano só presta atenção nelas, sem se preocupar com o que vem
depois que ele mesmo morrer, e todo esse império de vaidade dedicada a matéria
e ao que passa se desmanchar em poeira.
Ele pensa
muito em deixar uma boa condição para os filhos, paga escola, médico e
faculdade. Os educa e lhes ensina alguns valores. Mas prefere ensina-los a
procurar um bom emprego que lhes dê bastante dinheiro (alguns dizem que se deve
preferir um emprego que lhe renda um grande salário do que um que goste). Isso
tudo porque ele acredita é melhor ter uma renda que lhe dê estabilidade financeira
do que fazer algo simplesmente porque gosta, pois ele só olha para as coisas da
terra! “Tendo como comprar, não há mais nada com o que se preocupar.”
Ele não se
preocupa com “salvar sua alma’’, pois isso não lhe rendenderá status;
Ele não vai á
igreja nem guarda feriados religiosos com o devido zelo, pois isso não trás
comida para a mesa.
Ele não liga
em mostrar uma religião aos filhos, pois isso não vai fazer nenhuma diferença
para quem vive com os olhos somente no esquema “Estuda, se forma, trabalha,
aposenta, viaja e morre.’’
Ele não
provou das doces fontes do Amor Divino. Por isso ele prefere qualquer poço
poluído das coisas materiais.
O nosso
mundano não trabalha pois reconhece isso como necessário para fazer um bem a
sociedade, a si mesmo, a sua família; mas única e exclusivamente porque isso
lhe trará dinheiro para pagar as contas e quem sabe aproveitar um passeio ou
outro.
Se ele não
provar do Amor Divino, não saberá o quão bom e importante ele é. Só assim ele vai
perceber que a doação da vida para aquele que doou a Vida por nós é
infinitamente melhor do que simplesmente viver na mediocridade daquilo que vira
pó.
Todo ano na quarta feira de cinzas somos levados a relembrar a realidade de que tudo passa, exceto Deus pois Ele é Eterno, Imutável e Todo Poderoso. Não adianta dedicar a vida inteira somente aquilo que virará pó amanhã, pois a sua alma não será pó nunca, e ela é chamada a contemplar a Glória e o Amor de Deus face a face. Mas lembremo-nos que "ninguém vê o céu quando olha para baixo."
Nosso mundano
deveria se lembrar, de que é pó, e ao pó há de voltar. Nosso mundano deveria se
lembrar, de que Deus é justo e misericordioso para com os que O amam. E por
último e principalmente, nosso mundano deveria se lembrar de que não sabe a
hora de sua morte.
"Tudo passa, só Deus basta" -Santa Teresa d'Ávila.
"Debaixo do sol, tudo é vaidade e aflição de Espírito." -Eclesiastes, 1,1.

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